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terça-feira, 25 de setembro de 2007

A pequena Sara! Alguém se lembrava dela???

Sou o primeiro a admitir que não me lembrava da pequena Sara, o que em parte é normal histórias como as da Sara, são aquelas que só queremos que não existam, mas se existirem só queremos esquecer...

Tudo o que se segue foi publicado na integra no site PortugalDiário, irei só acrescentar um pequeno comentário no fim:

"Ana Isabel Costa, acusada pela morte da filha Sara, de dois anos, em Dezembro de 2006,
está decidida a falar em tribunal e a admitir que agrediu a menor, muito embora sem a intenção de a matar.
A arguida aposta na tese da negligência grosseira, isto é, pretende dizer que não se apercebeu de que as agressões eram adequadas a provocar a morte da filha, muito embora o devesse ter feito. Além disso, tenciona ainda sustentar a responsabilidade indirecta do companheiro no desfecho trágico, na medida em que este não lhe prestaria qualquer apoio na educação dos filhos, designadamente financeiro.
Ana responde por um crime de homicídio qualificado e outro de maus tratos. Arrisca uma pena de 25 anos de prisão.
As quatro testemunhas de defesa arroladas, a mãe e amigas do local onde morava, em Viseu, vão ser ouvidas por videoconferência. Mãe deu-lhe «murros e pontapés» porque sujou a roupa com leite
Segundo a acusação, na manhã de 27 de Dezembro, a arguida acordou Sara, vestiu-a e deu-lhe o biberão de leite. A criança não bebeu o leite todo e retirou a tetina do biberão, entornado parte do leite sobre a roupa que vestia, sujando-a, tendo começado a chorar.
«Este acto normal numa criança com aquela idade enfureceu a arguida que lhe desferiu vários murros e pontapés (tinha os pés calçados com meias) na zona do abdómen, sendo que um destes, dado com o pé direito, assumiu superior violência».
A menina «começou de imediato a desfalecer, não segurando o cabeça, que se inclinava indistintamente em todos os sentidos», facto que levou a arguida, meia hora depois, a transportar a criança ao Centro de Saúde de Monção, onde chegou já sem vida devido às lesões sofridas, designadamente «laceração hepática» que foi causa directa da morte, conforme refere o relatório da autópsia
O Ministério Público acredita que Ana Isabel «tinha plena consciência» de que ao agredir daquela maneira uma criança «fisicamente débil e completamente indefesa» lhe poderia causar lesões graves e «tirar-lhe a vida como sucedeu».
Apesar disso, sustenta a acusação, a mãe «conformou-se» com essa situação, «sabendo perfeitamente que a sua conduta era ilícita».
As agressões corporais à menor a par do desinteresse manifestado pelo bem estar da filha sucederam-se ao longo do curto período de vida da criança, culminando com a morte da menina por «facto frívolo», conclui o Ministério Público.
Sara, a menina de dois anos alegadamente morta pela mãe, em 2006, na zona de Monção, era uma menina «frágil» física e psicologicamente, facto que irritava a progenitora. Segundo a acusação, a arguida discriminava-a em relação aos irmãos. O tratamento diferenciado ficava bem patente, conforme sustenta a acusação, no facto de os irmãos se mostrarem «mais bem alimentados, robustos, limpos, cuidadosamente vestidos e alegres».
Uma situação que contrastava com o estado da pequena Sara que se apresentava «muito suja, mal agasalhada e cheia de frio na época do Inverno, sem as fraldas mudadas atempadamente, ensopadas de urina, triste e com um apetite anormal».
«Além disso, prossegue o Ministério Público, apresentava frequentemente nódoas negras e sinais de mordeduras/dentadas no corpo».
A menina nasceu a 30 de Junho de 2004, numa altura em que a família residia em Viseu. De acordo com o Ministério Público, os vizinhos de então já se apercebiam de que a mãe da menina lhe dispensava um «tratamento negativamente diferenciado» relativamente aos irmãos.
Em Agosto de 2006, a família que até aí residira na zona de Viseu, mudou-se para Monção, onde o progenitor, operário fabril, arranjou emprego. Carlos saía por volta das seis da manhã e só regressava a casa de noite.
Também aqui os vizinhos e restantes pessoas que contactavam com a família repararam na forma como a Sara era «desigualmente tratada (aparentemente rejeitada) pela arguida com respeito aos seus irmãos».
Sara ficava sozinha em casa «durante horas» Sara é descrita como uma menina «física e psiquicamente frágil, pouco activa e que teve dificuldades em começar a andar»». Passava a maior parte do tempo deitada no sofá, sem que a arguida se preocupasse em «espevitá-la», irritando-se mesmo com ela, agredindo-a e negligenciando a alimentação da menor.
Ana Isabel é mesmo acusada de se deslocar ao café com os outros três filhos, deixando a pequena Sara em casa «durante horas, entregue a si própria».
As funcionárias e educadoras do Centro Infantil da Santa Casa da Misericórdia de Monção, que os quatro irmãos passaram a frequentar a 7 Novembro de 2006, repararam que a menina «além de suja, mal vestida e agasalhada» apresentava-se também «sôfrega a comer, devorando tudo o que lhe punham à frente, repetindo a sopa e o prato do dia e pedindo pão mal chegava ao centro infantil».
O primeiro sinal de maus tratos foi detectado ao segundo dia, quando as educadoras tiveram de dar banho à criança, face à sua sujidade, tendo logo nessa altura detectado uma «nódoa negra» na região lombar.
Mais hematomas, vestígios de unhadas e beliscões na zona lombar, testa, nuca e ancas foram detectados em momentos posteriores, designadamente a 26 de Dezembro, véspera de a criança falecer. Além disso, saltavam à vista as lesões corporais, «hematomas/equimoses/nódoas negras em diversas partes do corpo», designadamente no rosto, nas costas e nas ancas.

Sara já estava a ser acompanhada pela Comissão de Protecção de Menores de Monção, na sequência de uma denúncia da «creche» por suspeitas de maus tratos.

A comissão marcou então uma consulta no centro de saúde de Monção para avaliar o estado clínico da menina e esclarecer os indícios de maus tratos. A consulta foi marcada para dali a 15 dias, ironicamente o dia em que a menina morreu. O julgamento começa a 26 de Novembro, às 9:30. A arguida responde por homicídio qualificado e maus tratos, arriscando uma pena de 25 anos de prisão."

Sem querer ser injusto para com a comunicação social, mas parece-me que andaram todos mais interessados em desinformar com a Maddie ou se a Protecção de menores em Inglaterra, vai ou não vai retirar os gémeos aos McCann DO QUE em fazer com que estes casos não fiquem esquecidos e forçarem as Comissões de Menores cá do burgo a efectivamente proteger "os nossos" menores...